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riscos_e_rabiscos

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Parva, parva, parva! Sou mesmo PARVA!

Pois não tenho outro adjectivo mais adequado à minha pessoa desde setembro. Parva, parva e parvalhona!

 

Passo a explicar: na reunião geral do início do ano lectivo da escola onde dou aulas à segunda-feira, foi-nos pedido que ficássemos com os alunos desde o fim das aulas até às 17.30h, enquanto os pais não os vêm buscar.

 

Se me pediram isto, assim eu fiz. Embora a minha aula seja só de 1.30 min., entro 15 minutos antes para os miúdos lancharem e fico 15 minutos depois até os pais os virem buscar.

 

Sempre achei estranho eu estar sozinha ao portão. Sempre me vi só a mim com a turma que tinha nesse dia e os miúdos das outras turmas nunca os vi cm nenhum professor a acompanhar.

 

Hoje, estava eu ao portão da escola feita parva, quando passam por mim todos lampeirinhos o professor de educação física e o de música e saem da escola.

 

De repente, fez-se um clique na minha cabeça... um clique, não, foi mesmo um relâmpago daqueles bem grandes! Então não é que a tansa aqui era a única que ficava mais 15 minutos depois da hora da saída?!? Poupem-me! Não se aguenta que alguém seja tão parva! É mais meia hora por dia e ninguém me paga.

 

Acho que vim a deitar fumo pelas orelhas pelo caminho. Expliquem-me lá como se pode ser tão parva!!!! Juro aqui perante vós que aqui a Miss Pepper Alves Redol não ficará nem mais um minuto depois da hora de saída. E o primeiro dia será já amanhã! Grunf!

Penas...Têm as Galinhas!

Prometi a mim mesma que, este ano, ia tentar deixar de ser parva. Que ia cortar com as coisas que não me deixam sentir bem, que me fazem mal e que me enervam.

 

É, quanto mais não seja, uma intenção.

 

E foi com isto em mente que acabei de cortar um mal pela raiz. Acabei de mandar o galinheiro às urtigas (o título do post foi escolhido sem ter sido associado aqui à coisa).

Não me estava a sentir bem lá por vários motivos. O desgaste era muito e nada compensador.

 

Detestei:

 

- as instalações da escola;

- a falta de honestidade da directora que pintou cor-de-rosa por cima de um cenário mais negro que as trevas (fomos enganadas à fartazana!);

- ter trabalho extra não remunerado (como se não tivesse já pouco!);

- o frio, a escuridão e o cheiro a mofo da escola;

- a má-criação de alguns alunos (por desleixo, falta de presença e pulso firme da directora);

- a ausência permanente da directora que não lhe apetecia levantar a peida (oops!) cedo da cama;

- ter estado 2 meses sem receber um tusto, portanto a viver do ar. 

 

Quer dizer, estou a fazer um favor a uma desconhecida, a trabalhar numa escola que não tem sequer gabarito para o meu currículo (e isto não é para me gabar, porque não tenho esse feitio), sem o mínimo de condições de trabalho e ainda por cima sem ser paga...

 

Mas porquê? Por pena? Pena, a pena ficou em 2009. Agora penas... só nas galinhas!